No caso de febre após a extracção do siso, deve-se primeiro distinguir se é uma febre de absorção fisiológica pós-operatória ou uma febre causada por uma infecção patológica pós-operatória, e as medidas tomadas para estes dois casos são diferentes. No caso de febre de absorção fisiológica pós-operatória, que ocorre normalmente dentro de 2-3 dias após a extracção dentária, a temperatura corporal é relativamente baixa, não excedendo geralmente 38 graus 5°C, e não é acompanhada por outros sintomas patológicos óbvios, não sendo normalmente necessária qualquer intervenção especial para esta condição. O paciente é aconselhado a seguir o conselho médico pós-extracção, beber muitos líquidos como habitualmente, prestar atenção à ferida de extracção e manter a higiene oral. Contudo, se a febre for superior a 3 dias após a extracção e for acompanhada de feridas dolorosas e de um odor distinto na boca, é possível que a febre seja infectada após a extracção. Neste caso, é necessária uma incisão local e a drenagem do pus. Para condições sistémicas, a aplicação de antibióticos sob a orientação de uma cultura e teste de sensibilidade aos medicamentos pode ser considerada, se disponível, ou, caso contrário, cefalosporinas combinadas com nitroimidazóis podem ser consideradas para controlar a infecção e prevenir a sua propagação.