A linfopenia é observada principalmente com a aplicação de hormonas adrenocorticotrópicas, agentes alquilantes e lesões por radiação, doenças de imunodeficiência, doenças hematológicas ou na fase aguda de certas doenças infecciosas. As pessoas normais podem apresentar níveis baixos de linfócitos em situações de stress.
1) A hormona adrenocorticotrófica pode interferir com o metabolismo da glucose dos linfócitos, causando degeneração citoplasmática dos linfócitos, decomposição citosólica, redução da proliferação dos linfócitos, aumento da apoptose, resultando numa diminuição do número de linfócitos.
2) A radiação e os agentes alquilantes em doses elevadas (citarabina) podem interferir com a estrutura do ADN de cadeia dupla dos linfócitos, provocando a apoptose dos linfócitos.
3) A doença da imunodeficiência adquirida (DIDA) é uma doença infecciosa causada pelo vírus da imunodeficiência humana (VIH) que provoca uma diminuição progressiva do número de linfócitos T.
4) As doenças hematológicas, como a anemia aplástica e a leucemia mieloide aguda, também podem provocar uma baixa contagem de linfócitos.
5) A linfocitopenia pode ocorrer em pessoas normais em condições de stress, como estímulos e traumas psicológicos graves.
A redução dos linfócitos afecta a função imunitária do organismo, provocando infecções secundárias de vários microrganismos e a ocorrência de tumores. Por isso, as contagens baixas de linfócitos devem ser revistas atempadamente e, se continuarem a diminuir, a causa deve ser investigada. O diagnóstico e o tratamento específicos devem ser efectuados sob a orientação de um médico.