A via de condução quente-nociceptiva refere-se principalmente às sensações superficiais do soma, com as sensações quentes-nociceptivas a passarem pela via neural antes de finalmente conduzirem a condução ao córtex cerebral para formar sensações. Os neurónios do primeiro nível são os receptores da dor e do calor na superfície da pele, que passam através das fibras nervosas periféricas e atingem o corno posterior da medula espinal na segunda estação. Após o perineuro no corno posterior da medula espinal, atravessa 1-2 segmentos até à medula espinal contralateral, que forma o tracto talâmico espinal, que continua a viajar até ao tálamo e, após o perineuro talâmico, se projecta para o giro pós-central correspondente do córtex sensorial no cérebro. A via é, portanto, complexa, como uma paragem de autocarro, onde se entra na estação A e se passa pela estação B. Após a transferência, chega-se eventualmente à estação C ou D, e depois ao ponto final, onde as estações B, C e D são equivalentes a um local de permutação central no nervo, ou seja, um nervo não pode formar directamente uma função do princípio ao fim, e só após múltiplas transições e múltiplas funções neurológicas é que acaba por chegar ao seu destino.