Os doentes com linfoma folicular nos estadios II e III que não têm indicação terapêutica podem ser tratados com uma estratégia de espera vigilante. Para os doentes com indicações terapêuticas, pode optar-se por quimioterapia, bioterapia (terapia única ou combinada), ASCT (transplante de células estaminais hematopoiéticas) e outros tratamentos. 1) Quimioterapia: Os regimes de quimioterapia para o linfoma folicular em estádio II e III incluem o regime CHOP (ciclofosfamida + doxorrubicina + vincristina + cetorolac trometamina), o regime CVP (ciclofosfamida + vincristina + cetorolac trometamina) ou o regime à base de fludarabina. 2) Terapêutica biológica: O anticorpo monoclonal CD20 (rituximab) é frequentemente utilizado em combinação com regimes de quimioterapia ou em monoterapia com otuzumab. A terapêutica de manutenção com rituximab ou monoterapia com otolizumab pode melhorar a sobrevivência, especialmente nos doentes que atingiram a remissão após o tratamento de primeira linha ou que recaíram com a terapêutica de reindução. 3) ASCT (Transplante de células estaminais hematopoiéticas): Os resultados dos estudos mostram que o ASCT pode prolongar a sobrevivência em doentes com recaídas sensíveis. Por conseguinte, os doentes que ainda são sensíveis à quimioterapia após múltiplas recaídas podem participar em estudos clínicos relevantes se forem jovens ou estiverem em boas condições físicas com uma função normal dos órgãos vitais. O princípio geral do tratamento de doentes com linfoma folicular em estádio II-III consiste em individualizar o plano de tratamento de acordo com a idade, o estado físico, as comorbilidades e os objectivos terapêuticos do doente. Os doentes devem cooperar ativamente com o tratamento do médico e não devem automedicar-se para evitar atrasos ou reacções adversas.