Qual é a evolução típica do envenenamento por baiacu?

A causa do envenenamento por baiacu é o facto de a tetrodotoxina contida no organismo ter efeitos bloqueadores dos nervos e dos músculos, podendo paralisar sucessivamente os nervos sensoriais, os nervos motores e os centros respiratório e circulatório. Em termos de manifestações clínicas, os doentes desenvolvem frequentemente sintomas digestivos, como náuseas, vómitos, dores abdominais, diarreia, etc., logo após a ingestão de alimentos, que podem ser acompanhados ou seguidos de dormência perioral, sensação anormal e fraqueza progressiva dos membros, marcha instável e ataxia associada. Com a progressão da doença, o doente acaba por morrer devido à inibição dos centros respiratório e circulatório. Em termos de tratamento, se se suspeitar que o doente foi envenenado por baiacu, quando ocorrer um desconforto relevante, devem ser efectuados, o mais rapidamente possível, tratamentos eméticos, lavagem gástrica, diarreia e outros. Ao mesmo tempo, devem ser colocados adsorventes relevantes no estômago para reduzir a reabsorção da toxina e evitar a progressão do envenenamento. Uma vez que não existe um antídoto específico para a tetrodotoxina, para além dos tratamentos acima referidos, a diurese e a aplicação de hormonas são utilizadas principalmente para promover o metabolismo da toxina e melhorar a tolerância dos tecidos. Outros tratamentos consistem em manter estáveis as funções respiratória e circulatória do doente, estabilizar o ambiente interno, corrigir o desequilíbrio ácido-base e outros tratamentos sintomáticos relevantes.