A hepatite viral é uma das doenças infecciosas mais importantes que ameaçam a saúde da população, e a hepatite C é um tipo de hepatite viral, conhecida como a “assassina invisível”. Em primeiro lugar, a China é uma área moderadamente endémica para a hepatite C. A hepatite C aguda é geralmente menos sintomática e muitas são infecções insidiosas, sem os sintomas e sinais típicos da hepatite, e são frequentemente mal diagnosticadas e não diagnosticadas. Isto reflecte-se no facto de 90% dos adultos infectados com o vírus da hepatite B estarem curados, enquanto 80% dos doentes com hepatite C desenvolvem hepatite crónica e até cirrose e cancro do fígado, causando sofrimento a longo prazo e uma enorme carga económica aos doentes, às suas famílias e à sociedade. É da responsabilidade de cada trabalhador da saúde compreender a hepatite C, aprender sobre ela e controlar o seu desenvolvimento e propagação. O controlo de cada doença infecciosa começa com três passos: controlar a fonte da infecção, cortar a rota de transmissão e proteger as populações vulneráveis. No final dos anos 80 e início dos anos 90, o principal meio de transmissão da hepatite C na China foi através de transfusões de sangue e produtos sanguíneos, tais como transfusões de plasma. Em 1998, foi promulgada a Lei da Doação de Sangue da República Popular da China, tornando obrigatório o rastreio dos dadores de sangue para detecção de anticorpos contra a hepatite C, reduzindo assim grandemente a transmissão da hepatite C através do sangue. A protecção das populações susceptíveis contra a hepatite C é difícil porque, até à data, não existe nenhuma vacina contra a hepatite C disponível para proporcionar uma imunização activa da população em geral. O académico Zhuang Hui apontou as orientações de investigação relacionadas com a hepatite C nos próximos anos: Em primeiro lugar, a vacinação contra doenças infecciosas é muito importante, mas até agora não existe uma vacina eficaz contra a hepatite C. Esta é definitivamente uma direcção para a investigação. Em segundo lugar, a variedade e qualidade dos reagentes de diagnóstico da hepatite C na China precisa de ser melhorada, uma vez que a sua sensibilidade, especificidade e reprodutibilidade ainda são algo diferentes dos seus homólogos estrangeiros. Em terceiro lugar, a maioria dos doentes com hepatite C pode ser curada se receberem tratamento antiviral normalizado o mais cedo possível. Em particular, a investigação sobre o tratamento da hepatite C refratária deve ser reforçada para melhorar ainda mais a taxa de cura da hepatite C. Além disso, o desenvolvimento de novos medicamentos para o tratamento da hepatite C é, sem dúvida, uma área de investigação muito importante. Em particular, é importante corrigir a noção de que “os pacientes com hepatite C não necessitam de terapia antiviral quando os seus níveis de transaminase são normais”. Desde que uma pessoa com hepatite C seja positiva para o ARN do vírus da hepatite C, deve ser tratada. Em conclusão, a hepatite C é um grave problema de saúde pública que deve preocupar toda a comunidade, para que toda a comunidade possa aprender sobre a hepatite C e contribuir para o controlo da doença e da sua propagação.