Deficiência congénita da íris: ausência completa da íris, a ausência congénita da íris é uma perturbação do desenvolvimento de ambos os olhos que pode estar associada a uma variedade de condições oculares, como opacidade da córnea, microcórnea, deslocamento do cristalino, cataratas, displasia macular glaucomatosa, estrabismo, nistagmo e outras condições que envolvem todo o olho. Algumas comorbilidades estão presentes à nascença, enquanto outras podem ser retardadas até à infância ou ao início da idade adulta. Alguns doentes podem também ter anomalias sistémicas. Então, como se podem prevenir as complicações associadas à deficiência congénita da íris? Segue-se uma breve descrição dos métodos de prevenção: O grau de deficiência da íris varia desde a deficiência parcial que resulta em pupilas irregulares até à deficiência completa da íris com uma tendência progressiva para uma maior turvação do cristalino. Ao mesmo tempo, a doença está frequentemente associada a doenças oculares como o glaucoma, a degenerescência da córnea, a displasia da retina, a microftalmia e a luxação do cristalino. É, por isso, importante tratar estes doentes com um exame oftalmológico exaustivo para detectar quaisquer complicações presentes ou que possam surgir, devendo o tratamento cirúrgico das cataratas e dos defeitos da íris ser acompanhado pelo tratamento ou prevenção das suas complicações, com diferentes modalidades de tratamento escolhidas de acordo com as características clínicas do doente. O tratamento cirúrgico individualizado é efectuado o mais cedo possível para reduzir as complicações pós-operatórias e para maximizar a acuidade visual do doente e melhorar a qualidade da visão.