Na última década, a medicina moderna fez progressos significativos no tratamento de doenças hepáticas refractárias, especialmente a hepatite B crónica e a hepatite C crónica. A utilização de um grande número de análogos de nucleósidos resultou num abrandamento significativo da incidência da hepatite B. A aplicação de um grande número de análogos de nucleósidos fez abrandar consideravelmente a incidência da hepatite B. No entanto, estes tratamentos enfrentam dois grandes dilemas: 1) a maioria deles requer medicação a longo prazo; 2) muitos doentes desenvolvem resistência aos medicamentos mais cedo ou mais tarde, e mesmo uma pequena percentagem de doentes continua a desenvolver cirrose ou carcinoma hepatocelular. Alguns dos nossos hepatologistas colocam demasiada ênfase no tratamento antiviral e negligenciam a importância da imunidade no tratamento desta doença. De facto, numerosos efeitos terapêuticos mostram que só um controlo imunitário completo constitui o domínio satisfatório para o tratamento atual da hepatite viral crónica. É neste aspeto que a medicina tradicional da pátria tem uma vantagem única. O tratamento individualizado através de uma terapia baseada em provas permite que os doentes com doença hepática atinjam uma função imunitária óptima e alcancem o objetivo terapêutico em conjunto ou separadamente da medicina ocidental. No entanto, nos últimos anos, alguns médicos aproveitaram-se da ânsia de tratamento das pessoas para exagerar a eficácia da medicina tradicional chinesa, e os charlatães chegaram mesmo a criar alguns produtos de cuidados de saúde para enganar os doentes. Este facto prejudicou a reputação do tratamento pela medicina chinesa. Tal como compramos coisas, mas também comparamos as compras, consultamos um médico, muitas vezes colocamos as nossas vidas à disposição do médico, não devemos olhar apenas para o texto ou para a publicidade oficial de um médico, mas examinar mais seriamente o carácter do médico, para encontrar o praticante certo de medicina chinesa.