Os doentes com cancro do fígado em fase avançada apresentam o sintoma de odor do fígado. O odor do fígado deve-se a danos e insuficiência da função hepática, a capacidade das células hepáticas para remover substâncias semelhantes ao tiol é reduzida, pelo que essas substâncias são libertadas através das vias respiratórias e urinárias, podendo ser cheiradas no gás exalado ou na urina libertada pelos doentes, semelhante ao cheiro a alho ou maçãs podres. É sobretudo observada em doentes com cancro do fígado, cirrose hepática, encefalopatia hepática e outras insuficiências hepáticas. Os doentes com cancro do fígado avançado não só apresentam o sintoma de odor a fígado, como também têm comichão na pele, que é causada pela acumulação de toxinas no fígado, e os sintomas de odor a fígado podem ser reduzidos através da adoção de uma terapia de enema ou de um tratamento com antibióticos, que pode promover a capacidade de desintoxicação e metabolismo do fígado. Os doentes com cancro do fígado em estado avançado apresentam sintomas de odor do fígado, o que frequentemente sugere que o estado é crítico, pelo que se recomenda que consultem o médico atempadamente e efectuem um tratamento ou uma terapia específica sob a orientação do médico.