A evolução do cancro da tiroide está relacionada com o seu estádio, ou seja, com o tamanho do tumor, com a sua classificação patológica, com a existência ou não de metástases no estádio em que se encontra e com o estado geral do indivíduo, sendo necessários mais pormenores para prever se haverá alterações significativas num período de 2 meses. O cancro da tiroide é classificado em estádios I, II, III e IV, com base no tamanho e no tipo de tumor e na existência ou não de metástases no momento do diagnóstico. O estádio do tumor do doente pode ser determinado pelos resultados de vários exames e da cirurgia. Os tumores em estádio I e II são de baixo risco e têm um melhor prognóstico, com menor probabilidade de alterações em 2 meses, enquanto os tumores em estádio III e IV são considerados de alto risco, com possíveis alterações em 2 meses e uma maior probabilidade de recidiva ou de cancro residual após o tratamento. 98% dos cancros primários da tiroide são bem diferenciados e têm um excelente prognóstico a longo prazo com o tratamento, com uma taxa de sobrevivência de vinte anos superior a 90%. Os cancros primários da tiroide podem ser classificados em papilares, foliculares, medulares e indiferenciados, entre os quais os cancros indiferenciados representam apenas 1-2%, sendo um dos cancros que se deteriora mais rapidamente e é mais fatal, não podendo muitas vezes ser erradicado no momento em que é detectado. Os cancros metastáticos são cancros que metastizaram para a glândula tiroide, principalmente a partir de cancros do rim, da mama ou do pulmão, e têm normalmente um tratamento mais longo e um pior prognóstico.