Os principais efeitos nos doentes são: elevação das plaquetas e tromboembolismo, infecções subfrénicas e infecções agressivas.
1) Elevação das plaquetas: o baço é um órgão muito importante para inativar as células senescentes. Após a esplenectomia, as células senescentes e velhas continuam a existir no sangue, o que leva a um aumento acentuado das plaquetas, o que pode levar à formação de trombos e embolias, pelo que é necessária uma terapia antiplaquetária.
2) Infeção subdiafragmática: A hemostase intra-operatória completa, evitando danos na cauda do pâncreas para a fístula pancreática, e a colocação subdiafragmática pós-operatória de tubos para uma drenagem eficaz são medidas preventivas importantes. Estes riscos e possibilidades ocorrerão no período pós-operatório precoce e devem ser tratados em conformidade.
3) Infecções ameaçadoras pós-esplenectomia: um problema particular no período pós-operatório mais longo. As infecções ameaçadoras têm um início insidioso e podem começar com sintomas ligeiros de constipação. O início é súbito e violento, com arrepios e febre alta, dores de cabeça, náuseas, vómitos, diarreia e até coma e choque. O método de prevenção fundamental é evitar a esplenectomia desnecessária.
O baço é o maior órgão linfático do corpo, representando cerca de 25% da quantidade total de tecido linfático no corpo, contendo um grande número de linfócitos e macrófagos, e sua função e estrutura têm muitas semelhanças com os gânglios linfáticos, então o baço também é um importante órgão imunológico. Após a esplenectomia, há um certo impacto no paciente, e todas as esplenectomias desnecessárias devem ser evitadas tanto quanto possível.