O corte das trompas prejudica o tecido ovárico?

Os ovários não são danificados após a remoção das trompas de Falópio, mas a função reprodutiva da mulher pode ser afetada. Os órgãos genitais internos femininos são constituídos pelo útero, pelas trompas de Falópio e pelos ovários. As trompas de Falópio não possuem artérias separadas para o fornecimento de sangue e dependem principalmente dos vasos sanguíneos do útero e dos ovários para a sua nutrição. Quando as trompas de Falópio são removidas, o fornecimento de sangue aos ovários não é afetado e os tecidos ováricos podem continuar a ser nutridos normalmente, pelo que os ovários não serão danificados após a remoção das trompas de Falópio. Como a trompa de Falópio é o canal de ligação entre o útero e o ovário, pode desempenhar a função de recolha e transporte de óvulos, sendo também um local importante para a formação de óvulos fertilizados. Se a trompa de Falópio unilateral de uma mulher for removida, as hipóteses de o óvulo se encontrar com o espermatozoide através da trompa serão reduzidas, o que diminuirá as hipóteses de conceção natural da mulher. Se as trompas de Falópio bilaterais de uma mulher forem removidas, os óvulos não podem ser recolhidos pelas trompas de Falópio, pelo que os óvulos e os espermatozóides não podem encontrar-se e formar um óvulo fertilizado, o que conduz à infertilidade. Se uma mulher tiver as trompas removidas e tiver necessidade de fertilidade, deve consultar atempadamente um médico e, sob a orientação de um profissional de saúde, pode submeter-se a uma tecnologia de reprodução assistida para satisfazer as suas necessidades de fertilidade.