Como é diagnosticada a neurite ótica

O diagnóstico da neurite ótica baseia-se na análise do estado do doente, bem como em exames complementares para a diferenciar de outras doenças. Os doentes com neurite ótica podem ser divididos em duas categorias, “típica” e “atípica”. A neurite ótica típica está frequentemente associada à esclerose múltipla e consiste em perturbações visuais unilaterais subagudas (a perda de visão é rara); recuperação significativa da visão ao fim de 6 a 10 semanas; edema da papila do nervo ótico, se presente, é normalmente ligeiro; e é observado realce de segmentos curtos (segmentos mais pequenos do que aproximadamente 50% do nervo ótico) na RM. A neurite ótica atípica, por outro lado, pode resultar numa perda de visão mais grave e pode estar associada a doenças neurológicas ou sistémicas não relacionadas com a EM. Tem um início de perda de visão bilateral; deficiência visual muito grave ou perda visual completa (unilateral ou bilateral); ausência de recuperação da visão ou agravamento da deficiência às 6 a 10 semanas, podendo também estar presente edema grave das papilas ópticas. O realce longitudinal amplo (≥80% do nervo ótico) ou o realce visual cruzado, a neurite ótica recorrente ou a neurite ótica hormono-dependente são também características típicas da RM. Os doentes com neurite ótica são aconselhados a procurar assistência médica imediata para avaliar o seu estado e seguir as recomendações médicas.