O que fazer se o seu bebé não passar no teste de audição

As deficiências auditivas ocorrem ocasionalmente nos recém-nascidos, mas algumas podem ser de origem fisiológica. Por conseguinte, um rastreio auditivo falhado tem de ser revisto e o tratamento necessário tem de ser dado se for efetivamente a causa da perturbação. Por vezes, uma falha no rastreio auditivo do recém-nascido deve-se à presença de líquido amniótico nas cavidades do ouvido externo e médio, gordura fetal, parto prematuro, baixo peso à nascença e neurodesenvolvimento e transmissão auditiva imaturos. Se for esta a causa, recomenda-se a repetição do teste no termo ou 42 dias após o nascimento. Se o recém-nascido falhar o teste de rastreio auditivo devido a líquido na cavidade do ouvido médio ou a danos nas células ciliadas da cóclea ou no nervo auditivo, recomenda-se um exame imediato e um plano de tratamento, normalmente com recurso a fisioterapia, estimulação do desenvolvimento auditivo e outros tratamentos necessários. Se a doença for irreversível, podem ser necessários implantes cocleares e aparelhos auditivos para melhorar a audição e a função da fala da criança, e quanto mais cedo o tratamento for detectado, melhor. O desenvolvimento da audição tem um impacto direto no desenvolvimento da fala e da linguagem da criança e deve ser levado a sério. Os pais de bebés que não passem no teste de rastreio auditivo não devem preocupar-se demasiado, uma vez que isso se deve normalmente a um baixo peso à nascença ou à entrada de líquido amniótico na cavidade auditiva, ou se for devido a danos nas células ciliadas da cóclea e no nervo auditivo, recomenda-se um tratamento imediato.