Como tratar efusão intracraniana

  O fluido intracraniano é geralmente referido como hidrocefalia. A hidrocefalia é uma doença neurocirúrgica comum. A hidrocefalia não é uma condição única, mas é causada por anomalias na secreção, circulação e absorção do líquido céfalo-raquidiano devido a alguma patologia no sistema nervoso central, resultando numa acumulação excessiva de líquido céfalo-raquidiano no crânio.  Os sintomas típicos da hidrocefalia são dor de cabeça, fraqueza dos membros inferiores, início ou marcha instável, incontinência urinária, ataxia, falta de resposta, redução progressiva da actividade física e verbal voluntária e, em casos graves, incontinência, demência progressiva, acamamento, obstipação, visão turva, edema de papilas nervosas ópticas, diplopia ocasional, vertigens e convulsões, podendo mesmo ser fatal.  Como é tratado este hidrocéfalo, ou fluido intracraniano como é vulgarmente conhecido?  A hidrocefalia é tratada principalmente com cirurgia e suplementada por medicação. O tratamento clínico clássico da hidrocefalia é um shunt de fluido cerebrospinal, vulgarmente conhecido como shunt ventriculoperitoneal, no qual um tubo é utilizado para desviar mais líquido cerebrospinal dos ventrículos para a cavidade abdominal para o absorver, de modo a alcançar um equilíbrio estável na quantidade de líquido cerebrospinal no crânio. Naturalmente, se a cavidade abdominal não estiver bem equipada, também se pode realizar uma derivação ventricotorácica ou ventriculoatrial.  Contudo, com as shunts convencionais, há uma elevada incidência de complicações pós-operatórias, tais como infecção e bloqueio, que podem variar de hospital para hospital, com muitas estatísticas que variam entre 20% a 40% ou mesmo mais.