O papel da antiangiogénese no tratamento do cancro da mama

  Os principais peritos nacionais no tratamento do cancro da mama salientam que a angiogénese no microambiente tumoral é o factor mais fundamental no crescimento e metástase tumoral. Quando o tamanho do tumor não excede 2 milímetros cúbicos, o tumor não tem fornecimento de sangue independente e depende principalmente da difusão para obter nutrição e está em fase de repouso. A família VEGF é a família de factores vasculares mais intensamente estudada e está intimamente relacionada com o crescimento, metástase e prognóstico de muitos tumores. No cancro da mama, VEGF é expresso ao longo do ciclo de crescimento e quanto maior for o nível de VEGF, pior será a sobrevivência global e a sobrevivência sem recorrências das pacientes. Além disso, estudos demonstraram que a sobreexpressão do VEGF reduz a resposta dos doentes com cancro da mama à quimioterapia e à terapia endócrina.  Os efeitos iniciais da resistência vascular tumoral ao tratamento VEGF incluem a degradação da microvasculatura tumoral existente e a normalização da vasculatura tumoral sobrevivente, e o efeito sustentado da inibição da regeneração vascular de novos tumores. Novas investigações sobre os múltiplos caminhos associados ao VEGF e VEGFR levaram ao desenvolvimento de vários mecanismos para visar o VEGF e VEGFR. Entre estes, bevacizumab, o primeiro anticorpo anti-VEGF monoclonal, humanizado e recombinante, exibe actividade antitumoral contra o cancro da mama ao inibir precisamente o VEGF de inibir a angiogénese e o crescimento de tumores.