Muitas pessoas deprimidas e as suas famílias acreditam que a depressão ou é uma doença, ou que o paciente não é forte de vontade, ou uma doença preguiçosa! Assim, o grande sofrimento das pessoas deprimidas está também ligado à incapacidade de serem compreendidas pelos outros, mesmo por eles próprios. Uma equipa internacional de investigadores liderada pela Universidade de Granada (UGR) em Espanha demonstrou sistematicamente, pela primeira vez, que a depressão não é apenas uma doença mental – pelo contrário, causa alterações significativas no stress oxidativo e, por conseguinte, deve ser vista como uma doença sistémica porque afecta todo o organismo. Um estudo que incluiu 29 estudos envolvendo 3.961 pessoas, incluindo 2.477 pacientes deprimidos e 1.484 controlos saudáveis. Esta é a primeira vez que os investigadores analisam em detalhe as mudanças somáticas nas pessoas com depressão. O estudo examinou a desregulação entre o aumento dos parâmetros individuais de stress oxidativo (especificamente o malondialdeído [MDA], um biomarcador que mede os danos oxidativos nas membranas celulares) e a diminuição das substâncias antioxidantes (por exemplo, ácido úrico, zinco, superóxido dismutase) O estudo mostrou que, em comparação com os controlos saudáveis, os doentes deprimidos tinham aumentado significativamente os níveis de MDA, diminuído os níveis dos antioxidantes ácido úrico e zinco, e aumentado os níveis da enzima antioxidante de reforço (SOD) os níveis foram elevados. Após tratamento antidepressivo regular, os níveis de MDA dos doentes diminuíram para o mesmo nível que os indivíduos saudáveis, enquanto os níveis de zinco e ácido úrico aumentaram para níveis normais, sem alteração da superóxido dismutase. É importante notar que os efeitos de todas estas mudanças não se limitaram ao cérebro, mas envolveram todo o corpo. Embora isto não signifique que a depressão seja maltratada, incita todas as pessoas a ter uma abordagem científica da depressão e a compreendê-la, especialmente o sofrimento daqueles que dela sofrem.