Os quistos hepáticos são uma doença benigna relativamente comum do fígado e estão divididos em quistos hepáticos parasíticos e não parasíticos. O primeiro é mais comum com a doença hepática encapsulada, enquanto que o segundo pode ser classificado como cistos congénitos, traumáticos, inflamatórios e hepatómicos. A condição clínica mais comum são os cistos hepáticos congénitos, que podem ser subdivididos em monogénicos e múltiplos. A sua etiologia é a seguinte: 1. Cistos hepáticos não parasitários: (1) A etiologia dos cistos hepáticos congénitos não é clara, e acredita-se geralmente que têm origem nos canais biliares vagais do fígado ou resultam das perturbações de desenvolvimento dos canais biliares intra-hepáticos e dos canais linfáticos no período embrionário. Contudo, alguns estudiosos acreditam que pode ser causada por colangite fetal, obstrução de pequenos canais biliares intra-hepáticos e dilatação cística gradual de pequenos canais biliares proximais, ou hiperplasia local e obstrução dos canais biliares intra-hepáticos após a degeneração. (2) Os cistos traumáticos são sobretudo lesões avançadas com ruptura central causadas por contusão romba do fígado, e são geralmente pseudocistos solitários. (3) Os cistos inflamatórios são dilatação cística dos canais biliares intra-hepáticos causada pela obstrução dos canais biliares por pedras dos canais biliares intra-hepáticos, também conhecidos como cistos de retenção. (4) Os cistos hepatoma são na sua maioria formados por necrose e liquefacção do centro maligno do tumor. (2) O quisto parasitário do fígado é uma doença parasitária causada por parasitas, como o cisto hepático, que é causado pelas larvas parasitárias císticas da ténia canina no fígado.