A glucose elevada do sangue entre 2 e 8 semanas de gestação pode levar a um aumento significativo das malformações fetais, e, a meio ou fim da gestação, a hiperglicemia materna pode levar a um aumento das complicações fetais tais como retardamento do crescimento intra-uterino, macrossomia, hipoglicémia neonatal, síndrome do desconforto respiratório e hiperbilirrubinemia. Nas mulheres grávidas, a hiperglicemia está também associada a um risco acrescido de hiperemese, líquido amniótico, lesões congénitas devidas a bebés grandes, hemorragia pós-parto e infecções puerperal. Portanto, é importante para as mulheres com diabetes planear a sua gravidez de modo a que a concepção seja mais segura tanto para a mãe como para o bebé se a sua glicose pré-medicação for 4,4-6,1mmol/L, a sua glicose 2h pós-medicação for <8,6mmol/L e o seu HbA1c for <7,0%. Para as mulheres grávidas, mesmo que não tenham antecedentes de diabetes, a glucose do seu sangue cairá após a gravidez a fim de fornecer ao feto energia suficiente. Manter os níveis de glicose no sangue estáveis durante a gravidez pode reduzir a ocorrência destas complicações, por isso, para assegurar um bom resultado na gravidez e a saúde tanto da mãe como do bebé, o objectivo do controlo da glicose no sangue para as mulheres grávidas deve ser mais rigoroso. Como a glicemia das mulheres grávidas flutua devido aos efeitos das hormonas de aumento do glucossário segregadas pela placenta, alguns pacientes precisam de monitorizar a sua glicemia oito vezes por dia, incluindo antes de três refeições, uma hora após três refeições, à hora de dormir e à meia-noite. Se o monitor de glicemia de uma mulher grávida exceder 8,9 mmol/L, é necessário administrar (não bombear) doses adicionais de insulina imediatamente para evitar a cetoacidose diabética. É bem conhecido que o parto é uma das quatro principais tensões no corpo e durante este tempo a glicemia materna deve ser controlada a 3,5-5,6 mmol/L para assegurar um parto sem problemas. Uma glucose no sangue materno >6,7mmol/L estimulará um aumento da secreção de insulina fetal, levando a uma hipoglicemia neonatal. Por conseguinte, é necessário monitorizar a glucose no sangue materno de hora a hora após o parto e ajustar a dose de insulina basal a tempo de estabilizar o nível de glucose no sangue durante o parto.