Os portadores de HBV são classificados como portadores crónicos de HBV e portadores inactivos de HBsAg. A sabedoria convencional é que os portadores de hepatite B não precisam de tratamento. Contudo, na prática, muitas pessoas que antes eram portadores do VHB têm avançado com a cirrose uma vez desenvolvida a doença, porque embora os portadores do VHB pareçam ter uma função hepática normal e não tenham um desconforto consciente óbvio, alguns deles ainda têm de facto alterações histopatológicas no fígado, e alguns têm alterações patológicas graves. Por conseguinte, é necessário um controlo adequado dos portadores do HBV para detectar as lesões de forma atempada. A actividade das lesões nos portadores do HBV está frequentemente relacionada com os seguintes factores: modo de infecção, duração da infecção, consumo de álcool, presença de outras co-morbilidades, uso a longo prazo de drogas prejudiciais para o fígado, etc. Os testes regulares de função hepática são o meio mais básico de controlo da doença, mas é necessário excluir outros factores que podem causar um aumento das transaminases, bem como testes complementares de sangue, ultra-sons, AFP, etc. A biopsia do tecido hepático é o meio mais preciso e objectivo de monitorizar a doença. À luz das últimas investigações nacionais e internacionais e da experiência do autor, a biopsia de punção hepática deve ser realizada nos seguintes casos para posterior diagnóstico e tratamento: adultos infectados na infância, aqueles que estão infectados há mais de 20 anos, aqueles que bebem álcool regularmente, aqueles cujos testes de função hepática são frequentemente elevados na gama normal, aqueles com HBVDNA positivo no soro, aqueles com um baço grande no ultra-som, aqueles com uma contagem ligeiramente reduzida de glóbulos brancos ou plaquetas nos testes de sangue de rotina, e aqueles com testes hepáticos repetidos. Contagem de glutamil transpeptidase ou globulina ou ácidos biliares totais ligeiramente reduzida, testes de função hepática repetidamente elevados.