Uma grande parte dos doentes com escoliose é submetida a cirurgia ortopédica e de fusão, que permite atingir os objectivos ortopédicos numa única operação, com menos complicações e resultados mais definitivos. Num pequeno número de doentes com comorbilidades ou doença progressiva, pode ser necessária uma cirurgia de revisão. Por isso, esta questão tem de ser respondida em duas partes. A definição refere-se geralmente à maturidade do esqueleto. No primeiro caso, para os doentes com maturidade esquelética, podemos efetuar uma única cirurgia de fusão com implante ortopédico posterior com fixação interna. Em segundo lugar, para os doentes que não estão esqueleticamente maduros, que não estão esqueleticamente definidos, normalmente temos de fazer um procedimento de barra de crescimento, que requer um suporte de seis em seis meses ou de oito em oito meses, o que implica múltiplas cirurgias. Há também um caso especial, ou seja, o esqueleto é maduro, mas a escoliose é particularmente grave num pequeno número de doentes, não é uma operação única, este caso precisa de fazer tração primeiro, e depois na operação em duas vezes, “duas vezes” não significa seis meses ou um ano, mas geralmente com algumas semanas de intervalo. Assim, a realização ou não da cirurgia numa só sessão depende não só da maturidade dos ossos, mas também da gravidade da escoliose.