Um novo estudo no Reino Unido identificou pela primeira vez uma região genética associada a uma grande desordem depressiva, que ajudará a analisar as raízes genéticas da depressão e a desenvolver terapias relacionadas. Investigadores do King’s College London e outras instituições relatam no novo número do American Journal of Psychiatry que identificaram um gene numa região do cromossoma chamado 3p25-26 que está associado à depressão grave através da análise genómica de mais de 800 famílias de pessoas com depressão grave. Existem cerca de 40 genes nesta região, pelo que o próximo passo no estudo será continuar a explorar exactamente quais os genes que desempenham um papel importante na depressão. Estudos anteriores exploraram a relação entre depressão e genes, mas o resultado importante deste estudo é que, pela primeira vez, uma análise genómica em grande escala confirmou a relação entre uma região genética e a depressão com provas suficientes. E no mesmo número do American Journal of Psychiatry, outro grupo independente de investigadores americanos publicou um estudo com os mesmos resultados, tornando os resultados relevantes ainda mais credíveis. Jerome Breen, um investigador do King’s College London, disse que os resultados ajudariam a analisar as raízes genéticas da depressão, embora levasse algum tempo a desenvolver tratamentos mais eficazes para a depressão com base nisto, e poderia levar 10 a 15 anos para que fossem postos em prática. O estudo actual centrou-se em pessoas com depressão grave, pelo que os resultados relevantes podem não ser adequados para pessoas com depressão ligeira. Há relatos de que cerca de 4% das pessoas sofrem de depressão grave numa base regular e que até 20% podem ser afectadas por depressão grave em algum momento das suas vidas. Há uma falta de tratamento eficaz para a depressão grave.