O que é a condromatose sinovial?

  A osteocondromatose sinovial é uma doença sinovial monoarticular proliferativa da sinóvia, que é um micrótomo cartilaginoso, fibrocartilaginoso ou osteocondrial que se desenvolve na membrana sinovial dentro das articulações, bainhas sinoviais e tendinosas. É comumente visto nas articulações do joelho e da anca, mas pode desenvolver-se em todo o corpo em articulações, bursas e bainhas tendinosas.  Milgram classifica-a em três fases: 1. fase inicial: condrogénese sinovial sem formação de corpo livre; 2. fase migratória: lesões sinoviais activas com formação de corpo livre; 3. fase tardia: corpo livre presente mas sem lesões sinoviais.  Etiologia: A etiologia desta doença é desconhecida; os factores envolvidos são trauma, inflamação, restos de cartilagem, metaplasia osteocondral como tumor, etc. Pensa-se que a doença surge da irritação inflamatória do sinóvio. Pensa-se também que uma porção das células mesenquimais é impedida na sua diferenciação em membrana sinovial ou cartilagem, e que esta porção embrionária de células, mais tarde se desenvolve em condrossarcoma sinovial. Foi também sugerido que o tecido conjuntivo sinovial é transformado por quimiotaxia em nódulos de cartilagem, que são vertidos e entram na cavidade articular, onde são nutridos pelo fluido articular e crescem gradualmente, com a maior parte dos nódulos de cartilagem a serem posteriormente calcificados ou mesmo ossificados.  Manifestações clínicas: A doença é mais comum em homens com 30-40 anos de idade. As articulações podem apresentar dor, inchaço, rigidez, sensação de corpo estranho, torção das falanges, brincadeiras com pernas macias ou encravamentos repetidos. O exame físico pode incluir dor generalizada nas articulações, espessamento sinovial, e os nódulos podem ser visualizados.  Se os nós da cartilagem forem ossificados ou calcificados, podem ser encontrados múltiplos corpos livres em raios X. Se a radiografia for normal, a artrografia, a ressonância magnética e a artroscopia podem ser necessárias para esclarecimento, particularmente na articulação da anca.  No exame artroscópico, o sinovium da articulação doente está congestionado e hipertrofiado, com formação de vilosidades. Também são visíveis uma gama variável e um número de corpos livres, que podem ser limitados ou extensos. Os corpos livres estão ligados ao sinóvio e em grande número podem fundir-se para formar massas substanciais.  Diagnóstico: É necessário um historial, um exame físico e testes auxiliares para se fazer um diagnóstico definitivo. Em alguns pacientes, o bloqueio recorrente da articulação com resultados radiográficos normais pode ser motivo de alarme.  Tratamento: O princípio do tratamento é a remoção artroscópica do corpo livre, ou sinovectomia se o sinovium for hipertrófico e edematoso com múltiplos nódulos ligados, mas é difícil restaurar a função articular normal. Foi também sugerido que a sinovectomia não é superior apenas à remoção livre do corpo. A recorrência é possível após a cirurgia, e em casos raros, a doença pode transformar-se em condrossarcoma. O prognóstico desta doença está relacionado com a gravidade da destruição da superfície articular da cartilagem.