A hipertensão secundária nos adolescentes pode ser descrita, em termos gerais, da seguinte forma: 1. constrição da aorta: pode ser excluída através da medição da pressão sanguínea nos membros superiores e inferiores. A aortografia por TAC pode determinar este facto; 2. Aortite: a pressão arterial não é a mesma em ambos os membros superiores, mas é significativamente mais elevada num lado e mais baixa no outro. Isto pode ser determinado através da medição de ambos os membros superiores; 3. estenose da artéria renal: esta é a causa mais provável, mas menos detetável. Um estreitamento de uma artéria renal estimula um aumento significativo de uma substância constritora —- angiotensina, que provoca uma hipertensão grave. Pode ser realizada uma arteriografia renal por TAC para determinar esta situação; 4. aldosteronismo primário: devido a hiperplasia ou tumor da cortical suprarrenal, que resulta num aumento da secreção de aldosterona de forma autónoma, causando retenção de sódio e de água, o que leva a um aumento da pressão arterial. Os doentes apresentam frequentemente fraqueza e parestesia periódicas. Isto deve-se a uma hipocaliémia concomitante. Para determinar esta situação, são necessárias análises sanguíneas ao potássio e, de preferência, uma TAC das glândulas supra-renais. 5. Feocromocitoma: Aumento grave da tensão arterial devido à secreção de catecolaminas vasoconstritoras. Mais de 90% dos feocromocitomas localizam-se nas glândulas supra-renais, pelo que pode ser efectuada uma TAC das glândulas supra-renais para excluir a doença. 6. Insuficiência renal: as análises ao sangue para determinação do azoto ureico e da creatinina podem excluir a doença. 7. Cortisolismo: também conhecido como síndrome de Cushing. É causada por excesso de glicocorticóide no corpo, principalmente obesidade centrípeta clínica, face de lua cheia, costas de búfalo. Também pode ser acompanhada de hipertensão.