Como existem diferenças antigénicas entre o doador de rim transplantado e o receptor do transplante de rim, elas são a base para a ocorrência de rejeição após o transplante de rim, e a ocorrência de rejeição afecta directamente a sobrevivência do rim transplantado. Nos humanos, os principais antigénios relacionados com transplantação são o sistema antigénio do grupo sanguíneo ABO dos glóbulos vermelhos e o sistema antigénio A dos leucócitos humanos (HLA para abreviar). A fim de evitar ou reduzir a possibilidade de rejeição após o transplante, para conseguir um transplante bem sucedido e para assegurar a sobrevivência a longo prazo do rim transplantado, devem ser realizados antes do transplante uma variedade de testes de correspondência, incluindo o agrupamento de sangue, o teste de linfocitotoxicidade, o sistema de antigénio leucocitário humano A (HLA) e um teste de anticorpos reactivos de grupo (PRA). O transplante renal exige primeiro que o tipo de sangue entre dador e receptor esteja em conformidade com os princípios da transfusão: tipo O para O, tipo B para B ou O, tipo A para A ou O, e tipo AB para AB ou A ou B ou O. O transplante renal requer um teste de linfocitotoxicidade negativo do soro do receptor contra os linfócitos do doador, ou seja, o teste de linfocitotoxicidade deve ser menos de 10% negativo, 10%-15% fracamente positivo e mais de 15% positivo. O transplante renal requer que o maior número possível de loci HLA seja idêntico, se possível. Os indivíduos PRA-positivos devem ser identificados com anticorpos específicos, e os loci com anticorpos devem ser evitados, tanto quanto possível, ao efectuar a correspondência HLA.