Vantagens e desvantagens de vários procedimentos de reparação de hérnias

  Em primeiro lugar, deve ficar claro que a cirurgia é actualmente o único tratamento eficaz para a hérnia inguinal, e que os chamados tratamentos injectáveis, pacotes de ervas tópicas, etc., não são eficazes.  O tratamento cirúrgico da hérnia inguinal tem uma longa história e muitos métodos, com estatísticas incompletas de mais de 100 tipos de cirurgia, e com o constante desenvolvimento de novos materiais de reparação.  As abordagens cirúrgicas que existem na prática clínica podem ser divididas em três categorias principais: 1) reparação de tensão tradicional; 2) reparação sem tensão aberta; e 3) reparação sem tensão por lumpectomia.  A cirurgia tradicional de reparação de tensão, utilizando os próprios tecidos do corpo para a reparação de tensão, está a ser cada vez menos utilizada com o desenvolvimento de materiais artificiais de implantes e tem agora um âmbito mais restrito, sendo apenas utilizada para hérniasnias pediátricas e alguma cirurgia aguda.  A cirurgia de reparação sem tensão aberta tem sido amplamente aceite e promovida desde os anos 80, quando o médico americano Lichenstein estabeleceu o método de reparação sem tensão de hérnias inguinais com materiais artificiais (Hernioplastia sem tensão), com a sua baixa recorrência, dor ligeira e recuperação rápida. Embora exista uma vasta gama destes procedimentos, podem ser agrupados em duas categorias principais: abordagem anterior e abordagem posterior.  As vantagens tanto das abordagens anterior como posterior são que podem ser feitas sob anestesia local, são simples e têm um perfil de segurança muito elevado. São baratos. São ainda o principal tipo de reparação de hérnias inguinais.  A reparação sem tensão sob lumpectomia começou a ser utilizada clinicamente nos anos 90 e tem sido utilizada na China há apenas cerca de 10 anos, mas desenvolveu-se rapidamente e é favorecida por cada vez mais pacientes. As vantagens deste procedimento são a sua rápida recuperação e a leve dor pós-operatória. Contudo, a técnica da lumpectomia requer um elevado nível de cirurgiões, anestesia geral e custos cirúrgicos elevados que limitam a sua aplicação clínica.