Foi clinicamente provado que a incidência de hérnia de disco lombar é significativamente mais elevada nos fumadores do que nos não fumadores. A principal razão para isto é que fumar aumenta as doenças respiratórias e produz sintomas de tosse, e a tosse causa uma forte contracção dos músculos abdominais e lombares, aumentando a pressão intra-abdominal, aumentando assim a pressão interna do disco e predispondo à hérnia lombar. Foi demonstrado que quando uma certa dose de nicotina é injectada num cão, ocorre uma redução no fornecimento de sangue ao corpo vertebral. Embora as células dentro do disco só possam receber nutrientes da infiltração da placa terminal, quando o fornecimento de sangue ao corpo vertebral é reduzido, isto pode reduzir a quantidade de nutrientes disponíveis para o disco por difusão e afectar o seu metabolismo normal. É geralmente aceite que existe uma correlação significativa entre o fumo e a hérnia discal lombar e que existe uma relação dose-equivalente, ou seja, quanto maior for o historial de fumo e quanto mais cigarros forem fumados por dia, maior será a probabilidade de uma hérnia discal lombar.