A infecção pelo vírus da hepatite B (HBV) não só causa hepatite aguda e crónica e rigidez hepática, como também pode levar a carcinoma hepatocelular (HCC) devido à infecção persistente pelo HBV e à resposta imunitária do hospedeiro. Na nossa prática clínica, descobrimos que 95% dos doentes com carcinoma hepatocelular têm hepatite B, o que significa que os danos crónicos a longo prazo causados pelo vírus da hepatite B desempenham um papel muito importante no desenvolvimento do carcinoma hepatocelular. Os doentes com carcinoma hepatocelular vêm frequentemente ao hospital por não se sentirem bem, sendo que os resultados indicam frequentemente que a doença se encontra numa fase avançada, o que dificulta o tratamento radical. Sem tratamento radical, o prognóstico do paciente é previsível. Portanto, para os pacientes com hepatite B, é importante desenvolver o hábito de check-ups regulares para que o cancro do fígado possa ser detectado a tempo. A maioria dos cancros do fígado detectados por tais exames médicos está na fase inicial e pode obter tratamento radical, e os seus resultados de tratamento serão muito bons. Então, com que frequência devem os doentes com hepatite B ser examinados? Penso que é mais apropriado fazer um check-up de três em três meses. Se os resultados dos testes forem anormais, o intervalo entre os testes deve ser encurtado e o especialista deve ser contactado prontamente. O que é verificado em cada teste? Testes de sangue (para descobrir o número de glóbulos brancos, glóbulos vermelhos, hemoglobina e plaquetas), função hepática (incluindo transaminases, níveis de albumina e bilirrubina), alfa-fetoproteína (AFP), replicação do vírus da hepatite B (quantificação do HBV-DNA) e exame ultra-sónico do fígado e da vesícula biliar (TC ou RM do fígado e da vesícula biliar, se necessário).