O que é o enfarte cerebral lacunar

  O enfarte cerebral lacunar pertence à categoria de doença cerebral dos pequenos vasos, que se refere a pequenas artérias penetrantes nos hemisférios cerebrais ou tronco cerebral profundo. Com base na hipertensão prolongada, as lesões ocorrem na parede do vaso, resultando na oclusão da luz oficial para formar pequenos focos de enfarte, que aparecem como lesões císticas de 0,2 a 15 mm de diâmetro na TC da cabeça ou na RM da cabeça.  Os tipos mais comuns de enfarte cerebral lacunar são as pessoas de meia idade e idosas com uma longa história de hipertensão, com início agudo ou gradual, geralmente sem dor de cabeça e sem perda de consciência, e existem quatro tipos clínicos comuns: (1) hemiparesia motora pura, que é o tipo mais comum, representando cerca de 60% dos casos, manifestada por distorção ipsilateral da boca e da língua e movimento desfavorável dos membros; (2) síndrome de desastrose disartrófica das mãos, representando cerca de 20% dos casos, manifestada por fala pouco clara, dificuldade em engolir, e impacto da lesão no corpo. (2) Síndrome de disartrose da mão, que representa cerca de 20% dos casos, e que se caracteriza por má fala, disfagia, paralisia lateral do lado oposto da lesão, fraqueza ligeira da mão e défices motores finos.  O prognóstico de enfarte cerebral lacunar é bom, com uma baixa taxa de mortalidade e incapacidade, mas é propenso à recorrência, pelo que é importante prevenir a recorrência. Um enfarte lacunar detectado por TC de rotina da cabeça não é clinicamente significativo se for assintomático e pode não afectar áreas funcionais ou pode ter uma boa compensação vascular.  Em conclusão, embora a extensão do enfarte do enfarte cerebral lacunar seja pequena e o prognóstico seja bom, deve ainda ser dada atenção ao controlo de factores de risco como a hipertensão, hiperglicemia e hiperlipidemia, cessação do tabagismo e do álcool, exercício físico moderado e dieta razoável para prevenir a recorrência.