A tecnologia de marcadores de radionuclídeos é a essência da medicina nuclear, e tanto o diagnóstico como o tratamento estão intimamente relacionados com esta tecnologia. De facto, a tecnologia de marcadores não nos é estranha. Por exemplo, a tecnologia de marcadores é utilizada para observar os hábitos de um animal selvagem, o panda gigante, na natureza. Os cientistas capturam o panda selvagem, colocam-lhe um pequeno transmissor de rádio e as pessoas presentes na sala, através do instrumento, podem detetar o paradeiro do panda. Nesta observação, o transmissor de rádio é um traçador. Como pode imaginar, como marcador, deve ser muito leve, muito pequeno e não pode ser detectado pelo panda, nem pode afetar ou interferir com o comportamento e a função do panda. O marcador utilizado em medicina nuclear não é um transmissor de rádio, mas um radionuclídeo. Ao associar o radionuclídeo a certos medicamentos, este torna-se um radiofármaco e, ao introduzi-lo no organismo, podemos detetar a distribuição e a localização desse medicamento no organismo através de instrumentos exteriores ao mesmo. Esta é a tecnologia de marcadores de radionuclídeos. Tal como a tecnologia de rastreio para observar os pandas gigantes, a dose do radiofármaco utilizada para o rastreio é tão pequena que o corpo humano não a consegue identificar e não afecta o comportamento e a função do corpo humano. Com esta tecnologia, se quisermos conhecer o coração, podemos ligar o radionuclídeo ao fármaco preferido para o coração e, se quisermos encontrar um tumor, podemos também ligar o radionuclídeo ao fármaco pró-tumoral. Utilizando a tecnologia de marcadores de radionuclídeos, é possível observar o metabolismo e a função de cada órgão ou tecido do doente.