A gastrite de refluxo biliar um tipo especial de gastrite crónica, geralmente após gastrectomia e anastomose gastrointestinal, a incidência total é de cerca de 5%, onde a incidência após o tipo de gastrectomia Billroth II é 2 a 3 vezes maior do que a do tipo Billroth I. Em condições fisiológicas normais, o refluxo duodenogástrico existe no organismo, e o refluxo não causa danos na mucosa gástrica. Contudo, em pacientes com gastrite de refluxo biliar, devido à diminuição da motilidade gástrico-pilórico-duodenal, os conteúdos duodenogástricos (tais como ácidos biliares e sais biliares) refluxam para o estômago e, sob a acção do ácido gástrico, destroem a barreira da mucosa gástrica, causando reperfusão de H+ no epitélio, resultando em inflamação crónica, erosão e mesmo ulceração da mucosa gástrica, seguida de uma série de manifestações tais como dor epigástrica, vómitos de bílis, inchaço e perda de peso. A gastrite de refluxo biliar pode ser dividida em gastrite de refluxo biliar primária e gastrite de refluxo biliar secundária: a primeira é gástrica não cirúrgica ocorrendo em excesso de refluxo duodenal; a segunda é refluxo biliar gástrico ocorrendo após cirurgia do piloro gástrico ou remoção da vesícula biliar. O refluxo biliar a longo prazo pode levar à esofagite, erosão da mucosa gástrica, proliferação, inflamação activa, úlcera gástrica, e até contribuir para a ocorrência de cancro gástrico. Wei Zhi, Departamento de Gastroenterologia, Hospital Geral da Região Militar de Jinan