Tratamento endoscópico de estrangulamentos biliares pós-cirúrgicos

  Esta paciente idosa, tratada com repetidos procedimentos cirúrgicos para cálculos biliares num país estrangeiro, acabou por conduzir a estricção biliar e a episódios recorrentes de colangite aguda. Vários hospitais importantes na área e em Pequim aconselharam a paciente a fazer outra operação, mas a possibilidade de reestenose ainda existe após a cirurgia, e a paciente desenvolveu um medo acentuado da cirurgia e gostaria de resolver o problema por meios minimamente invasivos.  A seta vermelha é o local da estrictura biliar e mostra um estreitamento acentuado da conduta biliar superior até à porta hepática, enquanto que há uma ligeira dilatação da conduta biliar intra-hepática.  Foi deixado um fio guia tanto nas condutas hepáticas direita como esquerda, mas a estricção foi de facto tão severa que nem a mais fina sonda de dilatação (6F) conseguia passar, pelo que foi utilizada uma broca para perfurar esta estricção. Com alguma sorte, a estenose foi passada e o doente sentiu uma dor ligeira mas tolerável.  Eventualmente foram colocados stents plásticos tanto nas condutas hepáticas direita como esquerda para que, após cerca de 3 meses de dilatação e outra substituição do stent, houvesse uma boa hipótese de remoção completa da pedra acima da estrutura biliar e o paciente pudesse então evitar outro procedimento cirúrgico. Podem ser oferecidos remédios para tais estreitamentos das condutas biliares pós-cirúrgicas, embora sejam necessárias múltiplas colocações de stent para dilatação gradual.