Avastin ineficaz e prejudicial no tratamento do cancro da mama

  A U.S. Food and Drug Administration (FDA) decidiu a 18 de Novembro revogar a licença do medicamento anticancerígeno Avastin, produzido pela gigante farmacêutica suíça Roche, por ser ineficaz e inseguro no tratamento do cancro da mama.  O Director da US Drug Enforcement Administration (FDA) Hanberg disse no mesmo dia, “Após avaliar os dados de investigação disponíveis, é evidente que os efeitos secundários da toma de Avastin para o cancro maligno da mama podem ser fatais para as pacientes e que não há provas de que o medicamento possa trazer benefícios para as pacientes, tais como retardar o crescimento do tumor”.  A decisão da FDA nesse dia não afecta outras aplicações do Avastin, que ainda pode ser utilizado para tratar cancros pulmonares, renais, cólon e rectais.  Avastin, quimicamente conhecido como bevacizumab, é um medicamento à base de anticorpos monoclonais. Bloqueia o fornecimento de sangue ao tumor, inibindo o factor de crescimento endotelial vascular, o que impede a propagação do tumor no corpo e permite que a quimioterapia funcione eficazmente. Avastin, o medicamento anti-câncer mais vendido da Roche, gerou vendas de 5,9 mil milhões de dólares em 2009. Os ensaios clínicos demonstraram que a Avastin não prolonga a sobrevivência dos doentes com cancro da mama e tem efeitos secundários significativos, incluindo aumento da pressão arterial, fadiga fácil e glóbulos brancos anormais. Os reguladores europeus também recomendaram que se restringisse a utilização de Avastin.