A dor isquémica é a dor que surge de um fornecimento de sangue deficiente a um membro ou órgão. Por exemplo, a vasculite trombótica da artéria femoral no membro inferior esquerdo leva a um fornecimento de sangue inadequado à perna inferior esquerda, produzindo dores fortes. Esta categoria de doença é por vezes fácil de diagnosticar, tal como a doença acima referida, que pode ser confirmada com um único ultra-som vascular. No entanto, algumas condições são muito insidiosas e não são facilmente diagnosticadas. Um exemplo: o pé diabético. Alguns diabéticos apresentam membros inferiores dolorosos e úlceras que não cicatrizam com o tempo. Pensa-se geralmente que isto se deve à lenta cicatrização do corpo causada pela diabetes, mas não se sabe que a causa real é a microcirculação deficiente no membro causada pela diabetes, que leva à dor e à cicatrização deficiente dos tecidos. Esta doença microcirculatória não é detectada por ultra-sons vasculares. A dor isquémica pode ser tratada com trombólise se houver uma trombose definida. Contudo, se não houver trombose definida e a principal manifestação for apenas perturbações microcirculatórias, tem havido uma falta de boas soluções até ao advento da estimulação eléctrica da medula espinal. A estimulação eléctrica da medula espinal é uma técnica minimamente invasiva em que um eléctrodo é implantado na parte de trás da medula espinal, através da qual é gerada uma fraca corrente eléctrica para estimular os neurónios no corno dorsal da medula espinal e inibir a carga de dor; ao mesmo tempo, inibe a função simpática e dilata os vasos sanguíneos, conseguindo assim um tratamento sintomático e primário para melhorar a circulação e aliviar a dor. Esta técnica tem sido executada na Europa e nos Estados Unidos desde os anos 90 e tem sido executada em mais de 10.000 casos até à data, mas apenas na China durante um curto período de tempo.