A artrite reumatóide é uma doença sistémica comum com a artrite crónica, agressiva e simétrica como a sua principal manifestação clínica. A doença está associada a doenças auto-imunes e tem uma elevada taxa de morbilidade e incapacidade, com 15% dos pacientes a perderem completamente a sua força de trabalho dentro de poucos anos após o início da doença. O diagnóstico precoce da doença é muito importante, e uma vez ocorrida a dor articular, especialmente com as articulações inchadas e rigidez matinal, deve ser feita uma consulta imediata ao Departamento de Reumatologia e Imunologia. Após tratamento sistemático e padronizado da artrite reumatóide, a maioria dos pacientes pode estar em completa remissão, para que o paciente não sinta dor, o inchaço das articulações desapareça, e as análises sanguíneas regressem ao normal. Não há cura para esta doença, e alguns anúncios que reivindicam a cura não se baseiam na ciência. Como deve ser efectuado o tratamento regular? Em primeiro lugar, o doente deve ser educado e ajudado a construir a confiança para superar a doença. Em segundo lugar, tentar tratar a doença o mais cedo possível, para que ela possa ser bem controlada e não progrida para uma deformidade articular. Terceiro, o tratamento individualizado deve ser realizado, porque pessoas diferentes reagem de forma diferente aos medicamentos, e existem diferenças nos efeitos do tratamento, bem como na ocorrência de reacções adversas. Há também o princípio de que o paciente deve cooperar com o médico na monitorização das reacções adversas ao fármaco. Além disso, os exercícios funcionais precoces devem ser realizados após o tratamento, para que as articulações possam permanecer muito funcionais. O tratamento aceite a nível mundial para a artrite reumatóide é a terapia combinada, o que significa que tanto os medicamentos que tratam os sintomas como os medicamentos que tratam a causa raiz devem ser bem utilizados em conjunto. O tratamento requer um processo a longo prazo, e os pacientes devem ser pacientes e não devem ter pressa. Neste processo, o paciente, em cooperação com o médico, pode minimizar a dosagem dos medicamentos com total controlo da doença.