Uma vez que a replicação viral é fundamental para a progressão da hepatite B, causando inflamação hepática, levando a aminotransferases elevadas, deterioração histológica, necrose e fibrose, e conduzindo à eventual progressão da doença para insuficiência hepática, carcinoma hepatocelular, transplante hepático e mesmo morte. Uma análise de regressão múltipla COX do risco de CHC, utilizando a carga viral contínua do VHB e o nível de ALT como variáveis correlacionadas, mostrou que quanto mais elevado for o nível de VHBDNA relacionado com o tempo, maior será o rácio de risco de CHC, verificando-se uma tendência significativa com o aumento do nível de VHBD. Outro estudo mostrou que as alterações no HBVDNA sérico eram fortes preditores do risco de CHC. O rácio de risco relativo para o desenvolvimento de CHC foi mais elevado nos doentes que apresentavam persistentemente níveis muito elevados (>10^7copias/ml) de HBVDNA sérico, em cerca de 9,4. Os doentes cujos níveis de HBVDNA baixaram de intermédios (<10^5copias/ml) para <300copias/ml e se mantiveram nesse nível tinham uma probabilidade muito baixa de desenvolver CHC. Isto mostra que, enquanto o vírus estiver presente, existe um risco de CHC. Como é que podemos minimizar o risco? É necessário maximizar a supressão do HBVDNA e mantê-lo abaixo do limite mínimo de deteção.