Actualização sobre métodos de imagem para artrite reumatóide

  No século passado, ao procurar atenção médica para a suspeita de artrite reumatóide, era importante procurar um factor reumatóide positivo (RF) e tirar radiografias para ver se havia inchaço nas articulações dos dedos e punhos e destruição dos ossos das articulações em forma de vermes, e assumir que as lesões articulares observadas neste tipo de artrite reumatóide deveriam ser simétricas.  Hoje, com os avanços nas técnicas de imagiologia, os aspectos de diagnóstico do exame da doença foram actualizados.  Os critérios de diagnóstico emitidos em 1987 já não são aplicáveis e em 2010 o Colégio Americano de Reumatologia e a Liga Europeia Contra o Reumatismo emitiram oficialmente novos critérios de diagnóstico para a artrite reumatóide, que incluem a RM como um importante teste de imagem para o diagnóstico precoce da artrite reumatóide e enfatizam que não se deve ignorar os exames de RM melhorados. Isto permite a detecção das lesões básicas e precoces da artrite reumatóide, nomeadamente: sinovite reumatóide, e osteoedema, que representa a doença precoce ou activa. Estas são as únicas lesões que podem ser detectadas por ressonância magnética. O significado disto é que a detecção precoce, o diagnóstico e o tratamento imediato podem efectivamente reduzir a taxa de incapacidade da doença.  Portanto, não basta apenas tirar um raio-X da mão ou do pulso para verificar se há artrite reumatóide, uma vez que as lesões dos tecidos moles, tais como as membranas sinoviais nas fases iniciais da doença, não podem ser vistas num tal exame. O edema ósseo também não pode ser visto. Uma tomografia computorizada é um pouco melhor do que uma radiografia para ver a estrutura óssea, mas não é tão boa como uma ressonância magnética para as lesões dos tecidos moles e edema ósseo mencionadas acima, ou não pode ser vista.  Qual é o significado de um teste de factor reumatóide (RF) positivo/negativo para o diagnóstico de artrite reumatóide? Não é um indicador absoluto de artrite reumatóide, ou seja, um teste RF positivo não significa necessariamente que a doença está presente, enquanto que um teste RF negativo não significa necessariamente que a doença não está presente.  A simetria das articulações afectadas já não é mencionada nos novos critérios de diagnóstico, o que significa que a artrite reumatóide não tem necessariamente uma “simetria um-para-um” das articulações afectadas.  O acima exposto mostra a importância da ressonância magnética (simples mais reforçada) no diagnóstico da artrite reumatóide.