Tiroidectomia transareolar endoscópica

  A província de Guangdong é uma região com elevada prevalência de doenças da tiróide (bócio nodular, hipertiroidismo, tumores da tiróide, etc.), e a maioria dos doentes são mulheres jovens e de meia-idade. A tiroidectomia tradicional requer uma incisão transversal de 4cm-8cm de comprimento no pescoço do paciente, o que deixa uma cicatriz “suicida” que prejudica a estética do pescoço e afecta a auto-confiança e a interacção social do paciente. O trauma psicológico causado por esta cirurgia só pode ser reduzido à medida que as cicatrizes desaparecem ao fim de 2 anos após a cirurgia.  Os avanços modernos na tecnologia médica tornaram possível aos pacientes com doenças da tiróide deixarem de se preocupar com cicatrizes no pescoço e traumas psicológicos associados à cirurgia. A tiroidectomia transareolar endoscópica é agora reconhecida tanto a nível nacional como internacional como o método menos invasivo e mais cosmeticamente eficaz da tiroidectomia endoscópica. O cirurgião faz pequenas incisões de 0,5cm-1cm nas aréolas bilaterais do paciente e usa uma faca de ultra-som para remover a glândula tiróide com a ajuda de um sistema de câmara. Devido à pigmentação natural e às pregas da pele na área da aréola, as cicatrizes da incisão ficam escondidas e discretas após o procedimento e os resultados cosméticos são mais desejáveis.  As indicações para a tiroidectomia endoscópica são: (1) Tumores benignos da tiróide com menos de 4cm de diâmetro (bócio nodular, adenoma da tiróide, etc.). No caso de lesões císticas o diâmetro pode ser superior a 4cm; (2) hipertiroidismo com aumento da glândula abaixo do grau II; (3) carcinoma papilífero microscópico da tiróide; (4) aqueles sem disfunção cardiopulmonar grave e com necessidades cosméticas.