A sobriedade é a chave para prevenir a dependência do álcool

A dependência do álcool, também conhecida como dependência alcoólica, é muito comum na vida quotidiana das pessoas, sendo que apenas 5% dos adultos não bebem uma gota de álcool durante a sua vida e, com exceção dos abstémios totais, qualquer nível de consumo de álcool é considerado como um grupo potencial para a dependência do álcool. O tratamento das perturbações mentais induzidas pelo álcool, em especial do alcoolismo crónico, é sobretudo abrangente. O tratamento das perturbações mentais induzidas pelo álcool, especialmente do alcoolismo crónico, é sobretudo uma combinação de terapias. 1. a abstinência do álcool é um passo fundamental para o sucesso do tratamento O alcoólico abstémio deve, em geral, ser tratado em regime de internamento para o afastar da fonte de álcool. O ritmo da abstinência deve ser flexível, de acordo com a gravidade da dependência e da intoxicação alcoólica do doente, com os doentes mais leves a tentarem uma abstinência única, enquanto os doentes com dependência alcoólica grave devem utilizar um método de abstinência gradual e decrescente para evitar sintomas de abstinência graves e até doenças potencialmente fatais. Quer se trate de uma abstinência única ou de uma abstinência parcial, é essencial um acompanhamento e supervisão clínicos rigorosos. Deve prestar-se especial atenção à temperatura, pulso, tensão arterial, estado de consciência e desorientação do doente durante a primeira semana de abstinência, de modo a que as eventuais reacções de abstinência possam ser tratadas prontamente. 2) Tratamento sintomático Em resposta à ansiedade, ao nervosismo e à insónia, os doentes podem ser tratados sintomaticamente com fármacos ansiolíticos, como o Valium, o cloreto de metriazolilo Valium e o Antabuse, sendo aconselhável administrar a dose mais baixa que possa controlar os sintomas de abstinência. Se o doente desenvolver convulsões, Valium ou Librium podem ser administrados por via intramuscular ou oral, uma vez que estes medicamentos podem causar dependência e só devem ser utilizados por períodos curtos. Para os doentes com agitação significativa, podem ser administradas pequenas doses de clorpromazina ou haloperidol por via intramuscular ou oral. A aplicação da terapia de metabolismo de nutrientes cerebrais também tem um bom efeito na redução dos sintomas de abstinência. 3.Psicoterapia A prática clínica prova que a terapia comportamental tem um certo efeito em ajudar os pacientes a deixar de beber. O dissulfiram é um medicamento que bloqueia o metabolismo oxidativo do álcool e faz com que o acetaldeído se acumule no corpo. O consumo de álcool durante a toma do medicamento pode provocar náuseas, dores de cabeça, ansiedade, aperto no peito e aumento do ritmo cardíaco induzidos pelo acetaldeído. A utilização de enxofre para abstinência é um instrumento frequentemente utilizado na terapia comportamental para induzir um reflexo de aversão ao consumo de álcool. O medicamento tem um certo grau de toxicidade e não deve ser utilizado durante um longo período de tempo. Geralmente, são adequados 3 a 5 dias, com uma dose diária de cerca de 500 mg. Além disso, a terapia de reflexo de aversão com apomorfina tem sido aplicada no país e no estrangeiro com resultados mais satisfatórios.