O coma causado por paragem cardíaca pode ser reanimado nessa altura se a reanimação for feita atempadamente. Nos doentes que não são reanimados a tempo, a duração do coma é prolongada e pode mesmo resultar em morte cerebral. A paragem cardíaca provoca um fornecimento insuficiente de sangue ao cérebro e a gravidade dos danos cerebrais está relacionada com a duração da isquémia. Se a reanimação cardiopulmonar (RCP) for realizada precocemente após a paragem cardíaca, a duração da hipoxia cerebral é relativamente curta, a lesão cerebral é relativamente ligeira e o doente pode acordar num curto espaço de tempo após a reanimação. Após a paragem cardíaca, se a reanimação for atempada, o tempo de privação de oxigénio no cérebro é longo, o tempo de despertar do doente será significativamente prolongado, podendo mesmo causar a morte permanente, ser difícil de acordar e pode mesmo evoluir para um estado vegetativo. Os doentes que sofreram uma paragem cardíaca devem ser reanimados numa corrida contra o tempo e a reanimação cardiopulmonar precoce para restabelecer o fornecimento de sangue ao cérebro o mais rapidamente possível, a fim de evitar a morte cerebral.