Um sistema de pontuação baseado no sexo, idade, vírus da hepatite B (HBV) níveis de ADN, mutações promotoras nucleares e cirrose em doentes com hepatite B crónica (GAGHCC) demonstrou ser eficaz na previsão do risco de desenvolvimento de cancro hepatocelular do fígado (HCC) aos 5 e 10 anos, segundo um estudo realizado no Queen Mary Hospital em Hong Kong. O estudo foi publicado no Journal of Hepatology (J Hepatol 2009,50:80). Um período médio de seguimento de 76,8 meses em 820 pacientes com hepatite B crónica mostrou uma prevalência de CHC de 5 e 10 anos de 4,4% e 6,3%, respectivamente, confirmada pela histologia ou metotrexato combinado com imagens. A análise multifactorial mostrou que sendo masculino [risco relativo (RR) de 2,98,P=0,025], o aumento da idade (RR=1,07,P< 0,001), níveis elevados de ADN do HBV (RR=1,28,P=0,02), mutações promotoras nucleares (RR=3,66,P=0,007) e a presença de cirrose (RR=7,31,P< 0,001) foram factores de risco independentes para o desenvolvimento do HCC. Foi desenvolvido um sistema de pontuação (e validado numa população de validação) com uma sensibilidade >84% e especificidade >76% para prever o risco de CHC a 5 e 10 anos, e uma área sob a curva de 0,88 e 0,98 a 5 e 10 anos, respectivamente, com uma pontuação de corte de 101 e um aumento exponencial do risco de CHC se o doente tiver uma pontuação superior a 101.