Porque é importante levar a bexiga neurogénica a sério?

  A bexiga neurogénica está frequentemente associada a uma deficiência física ou consciente, por exemplo, em doentes com lesão medular, que frequentemente têm dificuldade em urinar e são incontinentes, e é comum ver doentes com um saco agarrado atado à volta do exterior, resultando numa fractura do pénis, ou em casos graves, num pénis deformado. Isto porque a incontinência urinária é frequentemente acompanhada por uma erupção urinária no períneo. Se se formarem úlceras de decúbito, podem levar a anos de não cicatrização. Com o tratamento, a qualidade de vida do paciente melhora significativamente se a incontinência for controlada. Também já vi doentes com lesões da medula espinal que sentem que podem “fazer” com alguma da sua urina batendo, apertando, agachando-se, etc. Sem o saber, desenvolvem hidronefrose bilateral e insuficiência renal, e eventualmente têm de se submeter a tratamento de diálise. Outros pacientes vivem com febre, por vezes várias vezes por mês. Todas estas são complicações causadas pela bexiga neurogénica e os pacientes têm de lidar com médicos durante longos períodos de tempo para infecções do tracto urinário, pedras na bexiga, pedras ureterais, pedras nos rins, infecções renais, hidronefrose e incontinência urinária até acabarem em tratamento de diálise.