Coisas a saber sobre quistos de rins

  O terceiro problema é o tratamento de punção. Esta recomendação é, na maioria das vezes, feita por médicos ultra-sons, pois, o cisto está para além deles primeiro. Actualmente, muitos hospitais têm departamentos de ultra-sons que criaram grupos de tratamento intervencionais com o desejo de perfurar. Antes do advento da laparoscopia, a cirurgia aberta era muito invasiva e a punção era possível para pacientes localizados dorsalmente com uma parede cística clara. Mas a taxa de recorrência foi elevada. Agora, com a cirurgia laparoscópica tão bem estabelecida e o tratamento tão minucioso, não há necessidade da opção de punção. Vi fazer um caso de recorrência após perfuração em dois casos em que a parede do quisto era muito espessa e as aderências circundantes dificultavam a separação.    A quarta questão é se o quisto se vai transformar num tumor renal. Normalmente não, mas há casos em que um tumor é visto na base do quisto. Eu próprio vi um caso em que a base do quisto era irregular e saliente, e foi feita uma biópsia cuidadosa, sugerindo um carcinoma celular claro. Outro caso é o cancro do rim cístico. Assim, para pacientes com menos de 70 anos, de boa saúde, com quistos até 4 cm, o tratamento laparoscópico precoce minimamente invasivo é mais apropriado. Afinal de contas, o tempo, o custo financeiro e psicológico da observação, não é insignificante.