Como posso reduzir as complicações pós-operatórias?

  A cirurgia da espinha bífida é um procedimento minimamente invasivo em que o especialista utiliza técnicas microscópicas para separar com precisão os nervos e outros tecidos. Como muitos tecidos são difíceis de distinguir a olho nu apenas, são necessárias técnicas microscópicas para ajudar o cirurgião a separar com precisão tecidos anormais sem danificar os nervos normais, para reduzir eficazmente as complicações pós-operatórias.  Ao mesmo tempo, quanto maior for a duração da operação, maior será a exposição da ferida e maior a probabilidade de infecção, pelo que a operação tem de ser tão curta quanto possível.  O passo seguinte é a calendarização da operação. O resultado da cirurgia está intimamente relacionado com a idade da criança, e de um modo geral, quanto mais cedo a cirurgia, melhor o resultado. Se a melhor altura for adiada, será difícil melhorar os sintomas quando a criança for mais velha ou mesmo adulta, quando os nervos se tiverem desenvolvido e estabilizado.  Os cuidados pós-cirúrgicos são também um aspecto importante. A incisão é geralmente na região lombossacral, que está ligada ao canal lombar e adjacente ao ânus e à uretra, e a criança precisa de permanecer numa posição propensa durante muito tempo após a cirurgia. Se os movimentos intestinais da criança não forem tratados correctamente, e se a sua resistência for fraca, pode facilmente contaminar a incisão e causar infecção. Se a infecção penetrar mais profundamente no canal raquidiano, pode levar a uma infecção da medula espinal central. Por conseguinte, é importante que a criança seja cuidada não só manuseando fezes e movimentos intestinais, mas também verificando e mudando as fraldas atempadamente, utilizando manchas impermeáveis e anti-infecciosas na incisão e desinfectando a incisão.