Muitos doentes com doenças do ouvido submetidos a cirurgia do ouvido atribuem frequentemente grande importância à cirurgia, mas não compreendem muito bem o seguimento pós-cirúrgico, o que faz com que a doença não possa ser completamente tratada, levando assim ao insucesso do tratamento e à necessidade de reoperação. A maioria das doenças do ouvido tem a caraterística de recidiva fácil, especialmente o colesteatoma do ouvido médio, mas a chance de sua recorrência é muito pequena se puder ser garantida por uma boa qualidade cirúrgica e insistir na revisão pós-cirúrgica. Para diminuir a probabilidade de recidiva da doença, além de uma cirurgia otomicroscópica bem sucedida, o acompanhamento pós-operatório é muito importante. Por isso, é necessário consultar o médico para uma revisão regular, que orientará a medicação de acordo com o estado da cavidade operatória e limpará o tecido doente a tempo de promover a epitelização precoce da cavidade operatória, reduzindo assim a recorrência e alcançando a cura. A primeira consulta de seguimento é normalmente 2 semanas após a cirurgia, altura em que o médico efectua uma limpeza profunda da cavidade cirúrgica, e de acordo com a situação da cavidade cirúrgica orienta a mudança de medicação ou medicação pontual, até à cicatrização da ferida. Em seguida, a consulta de acompanhamento é geralmente uma vez por mês nos primeiros seis meses, uma vez a cada 2-3 meses nos segundos seis meses, e uma vez a cada seis meses a partir de então.