1. visão geral O fecho prematuro das suturas cranianas, também conhecido como “craniosinostose”, refere-se ao fecho prematuro de uma ou mais suturas cranianas ou à ausência congénita de suturas cranianas em bebés. A ausência de suturas cranianas durante o desenvolvimento craniano pode resultar em deformidade craniana progressiva e deficiência neurológica. As deformidades cranianas que resultam do fecho de diferentes suturas variam, e o termo “septo septal” por si só já não descreve todos os casos de craniossinostose. A gestão cirúrgica da craniosinostose evoluiu da simples reconstrução de suturas para a complexa reconstrução craniana, dependendo da condição. 2. epidemiologia O fecho de sutura craniana prematura pode ocorrer sozinho, como parte de uma síndrome, ou como uma complicação de outras condições. A craniossinostose não sinostose é uma ocorrência bastante comum, com uma incidência de aproximadamente 1 em 2100 bebés. O fecho prematuro da sutura craniana é mais comum na sutura sagital, representando 40-60% dos casos; a sutura coronal é a segunda mais comum, representando 20-30% dos casos, sendo a prematuridade unilateral da sutura coronal duas vezes mais comum do que a prematuridade bilateral da sutura coronal; a prematuridade da sutura frontal é inferior a 10% dos casos; a verdadeira prematuridade da sutura da espinha de peixe é rara; a prematuridade envolvendo duas ou mais suturas cranianas representa 4%-8% da prematuridade não sindrómica da sutura craniana.