Definição: perda auditiva neurossensorial repentina e inexplicável de pelo menos 20 dBNA, pelo menos duas frequências adjacentes no prazo de 72 horas. Classificação: declínio de baixa frequência, declínio de alta frequência, declínio plano, surdez total. Epidemiologia: nenhuma diferença entre homens e mulheres, um pouco mais à esquerda do que à direita. Etiologia: possíveis causas de doenças vasculares, infecções virais, doenças auto-imunes, doenças infecciosas, tumores, etc. Causas: tensão mental, stress, alterações de humor, irregularidade na vida, distúrbios do sono, etc. Patogénese: tipo descendente de baixa frequência principalmente devido a derrame vagal da membrana, tipo descendente de alta frequência principalmente devido a perda de células capilares, tipo descendente plano principalmente devido a disfunção do padrão vascular ou vasoespasmo do ouvido interno, surdez total principalmente devido a embolia vascular do ouvido interno ou trombose. Manifestações clínicas: início súbito da perda auditiva; zumbido; sensação de entupimento no ouvido; vertigens ou tonturas; hipersensibilidade auditiva ou dificuldade de audição; sensação anormal à volta do ouvido; sintomas psiquiátricos ou psicológicos. Exame: 1. investigações obrigatórias: exame otológico, exame do garfo de afinação, audiometria tonal pura, condutância acústica e reflexo stapedius, exame nistagmático com vertigem. 2. testes sobressalentes: OAE, ABR, electrograma de cóclea, audiometria de fala (limiar e taxa de reconhecimento de fala), MRI incluindo o tracto auditivo interno (TC óssea temporal se apropriado), testes laboratoriais (contagem de sangue de rotina, bioquímica sanguínea, coagulação, PCR), testes patogénicos (micoplasma, sífilis, vírus do herpes, vírus da varicela, VIH, etc.), testes de função vestibular e de equilíbrio. Nota: A RMN e ABR não são geralmente recomendadas no prazo de uma semana após o início, a menos que seja descartada a possibilidade de AVC, se necessário. Tratamento: glicocorticóides + melhoria da reologia do sangue + neurologia nutricional + antioxidantes, etc. (O oxigénio hiperbárico não é recomendado como primeira escolha). Prognóstico: 78,16% de taxa de recuperação para o tipo descendente de baixa frequência, apenas 14,29% para o tipo de surdez total (dados do Instituto Multicêntrico Chinês de Surdez Súbita).