Sendo uma das anomalias genitais que só podem ser tratadas cirurgicamente, a hipospadias sempre foi um problema para médicos, famílias e pacientes. Em primeiro lugar, quais são os objectivos do tratamento? De um modo geral, é necessário atender aos seguintes pontos: correcção da curvatura peniana grave e reconstrução da urina adequada; abertura uretral numa posição tão normal quanto possível; e uma aparência genital aceitável. Isto engloba, portanto, tanto os aspectos físicos como cosméticos da função. Sublinha-se que a hipospadias não é uma incapacidade de urinar, mas simplesmente uma abertura uretral mal posicionada. Em segundo lugar, como é tratado? As hipospádias estão agora a ser tratadas em cirurgia pediátrica, urologia e ortopedia na China, e há excelentes cirurgiões entre eles. Isto sugere que este tipo de cirurgia envolve pelo menos uma abordagem multidisciplinar, com cirurgiões pediátricos familiarizados com a fisiologia pediátrica, urologistas familiarizados com a saúde reprodutiva masculina e cirurgiões ortopédicos familiarizados com a reparação de tecidos. Um cirurgião especialista em hipospadias deve, portanto, ter conhecimentos nas três áreas e ter em conta estes factores combinados ao planear o tratamento. Mais uma vez, o que acontece se houver complicações decorrentes da cirurgia? As hipospadias, como uma condição comum numa área específica, é também uma condição de complicação relativamente alta que pode ocorrer em qualquer cirurgião e que pode ser encontrada por qualquer paciente, é apenas uma questão de probabilidade e grau. Talvez seja bom que as complicações possam ser tratadas de novo, embora, evidentemente, uma gestão inexperiente possa causar dificuldades para a sua reparação. Por conseguinte, é aconselhável procurar atenção médica junto de um especialista com experiência neste tipo de cirurgia e que esteja familiarizado com uma vasta gama de ferramentas técnicas. Finalmente, a ocorrência de hipospadias está associada a uma função endócrina gonadal anormal do organismo, que é também uma causa de displasia genital, distúrbios de fertilidade, e disfunção sexual. Uma cirurgia bem sucedida deve fazer parte do tratamento bem sucedido da doença, sendo também importante um acompanhamento padronizado com orientações adequadas.