Diz-se frequentemente que uma dor de dentes não é uma doença, mas sim uma dor que nos mata. Atualmente, muitas pessoas não consideram a dor como uma doença, incluindo muitos médicos que a consideram como um mero sintoma. De facto, já em 2007, a Organização Mundial de Saúde classificou a dor como o quinto sinal vital mais importante, a par da temperatura, do pulso, da respiração e da tensão arterial, e é tempo de levar a dor a sério. Em alguns doentes, a dor é causada pela doença primária e pode desaparecer ou ser aliviada se a doença primária for removida, mas noutros, a dor em si é uma doença, tal como a diabetes e a hipertensão, que requerem medicação constante. Hoje em dia, as pessoas conseguem aceitar a ideia de que a hipertensão, a doença das artérias coronárias e outras doenças requerem medicação durante todo o ano, mas a dor continua a ser excluída, e continuam a não conseguir aceitar que precisam de medicação durante todo o ano para controlar a dor. A dor é uma doença muito complexa, com doenças comuns como a tenossinovite, o cotovelo de tenista, a artrite, a espondilose cervical, a hérnia discal lombar, as fracturas de compressão osteoporóticas e muitas outras doenças médicas e cirúrgicas, como o mieloma múltiplo, a gastroenterite, as metástases ósseas do cancro do pulmão e outros cancros. Muitos doentes não sentem que a dor é uma doença e toleram-na quando se sentem desconfortáveis. Quando já não a conseguem tolerar e voltam à clínica, a doença já é difícil de tratar, alguns desenvolveram aderências de hérnias discais, alguns perderam a primeira oportunidade de tratamento e outros desenvolveram metástases. É por isso que é importante sensibilizar e aproveitar a melhor oportunidade para tratar a dor logo no seu início e para tratar a doença de modo a evitar lesões que poderiam ter sido evitadas.