Existem efeitos da entubação vitalícia para a hidrocefalia?

  Um shunt é um procedimento neurocirúrgico clássico para o tratamento da hidrocefalia. O princípio é colocar um tubo shunt que viaja subcutaneamente para drenar o excesso de líquido céfalo-raquidiano do cérebro para outras cavidades, tais como a cavidade abdominal, a cavidade torácica ou para os átrios, reduzindo assim o excesso de líquido céfalo-raquidiano dentro do cérebro. Este processo envolve uma questão de duração da utilização do shunt, e muitos pacientes perguntam frequentemente no pós-operatório se existe algum efeito da entubação da hidrocefalia ao longo da vida.  Esta questão precisa de variar de pessoa para pessoa. Se o paciente não tiver outro desconforto pós-operatório e não houver complicações tais como bloqueio ou infecção, não há essencialmente qualquer efeito neste caso. Quando um paciente tem um shunt bloqueado e uma infecção após a cirurgia, o risco é maior. O bloqueio do shunt deve-se principalmente ao elevado teor proteico da hidrocefalia. Em caso de bloqueio, este deve ser gerido numa base individual e, se necessário, deve ser efectuado um ajustamento ou substituição do shunt. A infecção pós-operatória é também uma complicação comum, uma vez que o shunt é um corpo estranho e não é resistente à infecção, o que pode facilmente levar à inflamação dos ventrículos e pode, em última análise, ser fatal. Os pacientes devem, portanto, ser mais atentos às suas alterações físicas após a cirurgia e ir a um hospital regular para um tratamento razoável, logo que os sintomas pareçam desconfortáveis, para que possam recuperar o mais depressa possível.  No tratamento da hidrocefalia, as técnicas especializadas em fluidos cefalorraquidianos têm uma elevada taxa de evacuação, poucas complicações e uma vasta gama de tratamentos. Para cada tipo de hidrocefalia, existe uma técnica especializada específica e um sistema abrangente para prevenir complicações como o bloqueio e a infecção, que é muito eficaz.